A
caracterização da biodiversidade não
pode ser apenas taxonômica e ecológica. Para
algumas espécies, a caracterização
genética é fundamental para diagnosticar sua
capacidade de sobrevivência no futuro, principalmente
as que atualmente já foram incluídas nas categorias
de ameaçadas de extinção como a araucária,
por exemplo. Tal caracterização mostra-se
mais adequada para o estabelecimento de estratégias
de conservação e/ou manejo de populações
naturais em plantas, uma vez que permitem projeções
mais realistas de eventos no espaço e no tempo. Desta
forma, a caracterização de aspectos da diversidade
genética em populações naturais de
espécies potencialmente ameaçadas de extinção,
além de identificar com eficiência a situação
das populações destas espécies, traz
fundamentos importantes para a definição de
estratégias/ações no sentido da proteção
destas populações e reversão do quadro
de risco de extinção.